Projetos de SPDA e Medidas de Proteção contra Surtos conforme ABNT NBR 5419:2026

Projetos de SPDA – Engenharia de Proteção contra Descargas Atmosféricas para Ambientes Industriais

Sua instalação tem um SPDA?

A maioria das plantas industriais tem.

Mas esse SPDA foi projetado com análise de risco real da sua operação — ou foi copiado de um projeto genérico, adaptado de outra planta?

Se você não sabe responder com certeza, é porque provavelmente é a segunda opção.

E isso tem uma implicação concreta:

Um projeto sem análise de risco estruturada conforme a NBR 5419:2026 não elimina o risco de descarga atmosférica — ele apenas cria a sensação de que o risco foi tratado.

A diferença entre as duas coisas só aparece em um momento:

  • quando ocorre uma falha;
  • durante uma auditoria;
  • após um sinistro;

e alguém pergunta:

Como aquele projeto foi dimensionado?

Projetar SPDA não é cumprir norma. É definir, com engenharia, o nível real de risco da operação.


Novos Projetos Não Podem Mais Utilizar os Dados Antigos de Risco

A ABNT NBR 5419:2026, publicada em março de 2026, mudou a fonte de dados de densidade de descargas atmosféricas (Ng) — de um mapa histórico para dados de satélite por município.

Todo projeto novo, reforma ou ampliação deve obrigatoriamente recalcular o risco utilizando os dados atualizados.

Utilizar a base antiga (2015) em um projeto novo significa iniciar o empreendimento com uma base tecnicamente desatualizada, mesmo que o projeto pareça correto no papel.

Em diversas regiões do Brasil, o Ng recalibrado é superior ao anteriormente adotado.

Isso pode significar que uma planta industrial necessite de um Nível de Proteção (NP) mais rigoroso do que o calculado há alguns anos, mesmo sem nenhuma alteração física da estrutura.


O que é um Projeto de SPDA conforme a ABNT NBR 5419:2026

O Projeto de SPDA é o documento técnico que define se uma instalação está:

  • realmente protegida;

ou apenas

  • possui um sistema instalado.

O projeto determina, com base em análise de risco:

  • O Nível de Proteção (NP I, II, III ou IV) requerido para a edificação;
  • A arquitetura do sistema de captação, descidas e aterramento;
  • A integração com estruturas metálicas existentes (SPDA natural), quando aplicável;
  • As interfaces com os sistemas elétricos e aterramentos existentes.

Projeto Genérico × Projeto com Engenharia de Risco Real


Quando Projetos de SPDA são Exigidos

  • Plantas industriais com operação contínua;
  • Ambientes com risco de incêndio ou explosão;
  • Exigências de AVCB e seguradoras;
  • Auditorias técnicas e compliance NR-10;
  • Ampliações e modificações de layout.

Nesses cenários, o SPDA deixa de ser apenas um sistema de proteção e passa a ser um requisito de continuidade operacional.


Como a EletroAlta Desenvolve Projetos de SPDA

Na prática, o erro mais comum não está na ausência do SPDA, mas na forma como ele foi projetado.

É exatamente nesse ponto que a engenharia se diferencia da simples execução física.

Os projetos da EletroAlta são desenvolvidos com base em análise de risco real da instalação:

  • Análise de risco da estrutura e do processo, com Ng atualizado conforme a NBR 5419:2026;
  • Definição do Nível de Proteção (NP) adequado;
  • Dimensionamento do sistema de captação;
  • Definição das descidas e interligações equipotenciais;
  • Projeto da malha de aterramento;
  • Avaliação do uso de estruturas existentes como SPDA natural;
  • Compatibilização com sistemas elétricos e civis.

O resultado é um projeto:

  • executável;
  • rastreável;
  • defensável tecnicamente.

Pronto para ser executado por qualquer instalador qualificado, com responsabilidade técnica claramente definida sobre o que foi projetado.

Projetos de SPDA
Projeto de SPDA - dimensionamento correto
Gestão de SPDA e MPS

Escopo Técnico dos Projetos de SPDA

Os projetos entregues incluem:

  • Memorial descritivo completo conforme a ABNT NBR 5419:2026;
  • Análise de risco conforme a Parte 2 da norma;
  • Projetos executivos de captação, descidas e aterramento;
  • Caderno de detalhes construtivos;
  • Especificações técnicas de materiais;
  • Lista de materiais com referências;
  • Diretrizes técnicas para execução e futuras inspeções.

📌 Projeto elaborado e assinado por engenheiro eletricista, com emissão de ART.


Falhas em Projetos de SPDA Impactam Diretamente

  • Continuidade da operação;
  • Integridade dos equipamentos críticos;
  • Aprovação em auditorias e seguradoras;
  • Exposição jurídica da empresa.

O risco não está na descarga atmosférica.

Está na falta de engenharia adequada para tratá-la.


Diferenciais Técnicos da EletroAlta Engenharia

  • Especialização em SPDA conforme a NBR 5419:2026;
  • Experiência em ambientes industriais complexos;
  • Projetos compatibilizados com a realidade operacional;
  • Linguagem técnica clara para engenharia, manutenção e compras;
  • Responsabilidade técnica formal (CREA + ART).

E se o Seu Projeto Já Existir, Mas For Antigo?

Não significa necessariamente refazer tudo.

Se o sistema foi projetado e mantido corretamente sob a edição anterior da norma, ele pode continuar sendo avaliado contra a norma de origem.

A exigência de utilização da NBR 5419:2026 aplica-se aos:

  • projetos novos;
  • reformas;
  • alterações significativas.

O primeiro passo, nesse caso, não é desenvolver um projeto novo.

É realizar uma análise de risco atualizada para verificar se o nível de proteção ainda é adequado.


FAQ

Nossos cliente também perguntaram.

Qual a diferença entre um SPDA e um sistema de proteção contra surtos (DPS/MPS)?
Um SPDA é projetado para interceptar, conduzir e dispersar a energia do raio em direção ao solo, protegendo a estrutura e reduzindo riscos de danos físicos e elétricos.
Os DPS e MPS complementam o SPDA, protegendo equipamentos elétricos e eletrônicos contra sobretensões induzidas, conforme a Parte 4 da NBR 5419:2026 e a série ABNT NBR IEC 61643.
Sistemas completos de proteção industrial normalmente integram os dois.
Quando um SPDA é necessário em uma instalação industrial?
A necessidade deve ser determinada por uma análise de risco conforme a Parte 2 da norma.
Em ambientes com:
equipamentos sensíveis;
risco de incêndio ou explosão;
operações contínuas;
exigências regulatórias;
a instalação de um SPDA projetado conforme a norma é geralmente mandatória.
Quais são os principais componentes de um SPDA e suas funções?
Os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas convencionais consistem de três subsistemas essenciais:
Subsistema de captação: intercepta descargas atmosféricas na estrutura (terminais, hastes, malhas metálicas).
Subsistema de descida: conduz a corrente de descarga do ponto de impacto até o sistema de aterramento.
Subsistema de aterramento: dispersa a corrente elétrica no solo de forma segura e controlada.
A correta integração desses subsistemas é crítica para minimizar diferenças de potencial e riscos de “arcos de fuga” dentro da edificação.
Com que frequência um SPDA deve ser inspecionado em ambientes industriais?
De acordo com a ABNT NBR 5419:2026, o sistema de proteção contra descargas atmosféricas deve ser submetido a inspeções visuais periódicas semestrais, visando identificar danos mecânicos, corrosão, intervenções civis ou alterações que possam comprometer sua integridade.
Inspeções periódicas completas, conduzidas por profissional legalmente habilitado e com experiência em SPDA, incluindo ensaios, medições e documentação técnica detalhada do sistema, entre 1 e 3 anos, conforme o nível de risco, o tipo de edificação, as condições ambientais e a criticidade da operação.
Essas inspeções são fundamentais para garantir que o SPDA mantenha desempenho eficaz, conformidade normativa e nível de proteção compatível com o risco da instalação ao longo do tempo.
O SPDA elimina completamente o risco de danos por raios?
Não. O SPDA reduz significativamente a probabilidade de ocorrência de impactos no volume a proteger e os efeitos danosos das descargas, mas nenhum sistema oferece proteção absoluta de 100%. O desempenho esperado é determinado pelo nível de proteção selecionado após a avaliação de risco e pela conformidade com métodos de projeto reconhecidos internacionalmente.
Quais normas internacionais são referência em projetos de proteção contra descargas atmosféricas?
Embora no Brasil a referência normativa seja a ABNT NBR 5419, o princípio técnico de projeto está alinhado com as normas internacionais baseadas na IEC 62305 / BS EN 62305 (padrões europeus e internacionais para proteção contra raios). Essas normas definem critérios de avaliação de risco, níveis de proteção, métodos de projeto e requisitos de inspeção para sistemas de proteção contra descargas atmosféricas confiáveis.

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