Integração entre Inventário de Riscos, PGR, GRO e Gestão dos Perigos Elétricos
A publicação da Portaria MTE nº 737/2026, que aprovou a nova redação da NR-10, reforçou a integração entre os riscos elétricos e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) previsto na NR-1.
Na prática, os riscos associados à eletricidade deixaram de ser tratados apenas como um requisito documental da NR-10 e passaram a fazer parte do processo contínuo de identificação dos perigos, avaliação dos riscos e implementação das medidas de prevenção.
Entretanto, muitas organizações ainda possuem uma desconexão entre a documentação elétrica e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
É comum encontrar empresas que possuem:
- Prontuário das Instalações Elétricas (PIE);
- Relatórios Técnicos de Inspeção (RTI);
- Estudos Elétricos;
- Laudos de SPDA;
- Treinamentos da NR-10;
- Procedimentos de Segurança e Instruções Técnicas.
Porém, quando se analisa o Inventário de Riscos do PGR, os riscos elétricos são representados apenas por descrições genéricas como:
- Choque elétrico;
- Contato com eletricidade;
- Riscos elétricos.
Essa abordagem pode não representar adequadamente a complexidade dos perigos presentes nas instalações elétricas industriais.
Foi para atender essa necessidade que a EletroAlta desenvolveu o SIRE® – Sistema Integrado de Riscos Elétricos.
Mais do que um serviço de engenharia, o SIRE® é uma metodologia destinada a integrar os perigos elétricos ao PGR e ao GRO, fortalecendo a gestão dos riscos ocupacionais, aumentando a rastreabilidade das informações e contribuindo para a continuidade operacional.
O risco elétrico da sua empresa está efetivamente dentro do PGR?
Muitas organizações acreditam que a simples existência de documentos da NR-10 é suficiente para demonstrar conformidade.
Entretanto, a questão fundamental é outra:
Os riscos elétricos identificados estão formalmente integrados ao sistema de gestão dos riscos ocupacionais da organização?
Essa pergunta se tornou ainda mais relevante com a evolução da NR-10:2026.
A integração entre engenharia elétrica, segurança do trabalho e gestão dos riscos passou a ser um dos pilares para a implementação das medidas de prevenção.
Na prática, isso significa que a organização precisa ser capaz de demonstrar:
- quais são os perigos elétricos existentes;
- quais os riscos decorrentes desses perigos;
- quais medidas de prevenção foram implementadas;
- quais ações ainda precisam ser executadas;
- como essas informações são incorporadas ao PGR;
- como os riscos são monitorados ao longo do tempo.
O SIRE® foi desenvolvido exatamente para preencher essa lacuna.
O que mudou com a nova NR-10:2026?
A nova redação da NR-10 aproximou a gestão dos riscos elétricos do conceito de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais previsto na NR-1.
Essa mudança representa uma evolução importante em relação ao modelo tradicional, baseado apenas na existência de documentos.
A partir da NR-10:2026, a organização deve considerar:
- os perigos decorrentes do choque elétrico;
- os riscos associados ao arco elétrico;
- os métodos e processos de trabalho;
- as características das instalações elétricas;
- a necessidade de implementação das medidas de prevenção;
- os respectivos planos de ação;
- os cronogramas de adequação;
- a melhoria contínua.
Dessa forma, a gestão dos riscos elétricos deixa de ser um processo isolado e passa a integrar o sistema de gestão dos riscos ocupacionais da organização.
Essa abordagem aproxima o modelo brasileiro das melhores práticas internacionais adotadas pela NFPA 70E e pelos programas de Electrical Safety utilizados pelas grandes indústrias americanas.
Por que muitas empresas possuem uma falsa sensação de conformidade?
Este é um dos problemas mais frequentes observados em auditorias e diagnósticos de instalações elétricas.
A empresa possui:
- ✔ RTI;
- ✔ PIE;
- ✔ Estudos Elétricos;
- ✔ Laudos de SPDA;
- ✔ Treinamentos da NR-10;
- ✔ Procedimentos de trabalho.
Entretanto, ao analisar o Inventário de Riscos do PGR, encontra-se apenas uma única descrição:
Choque elétrico.
Essa simplificação pode deixar de representar adequadamente os diversos perigos associados à utilização da energia elétrica.
Em consequência, a organização pode possuir uma falsa percepção de conformidade, enquanto importantes vulnerabilidades permanecem fora do sistema de gestão dos riscos.
O que é o SIRE® – Sistema Integrado de Riscos Elétricos?
O SIRE® é uma metodologia desenvolvida pela EletroAlta para promover a integração entre os requisitos da NR-1, do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e da nova NR-10:2026.
Seu objetivo é transformar as informações provenientes das inspeções, estudos e avaliações das instalações elétricas em subsídios para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
O SIRE® estabelece uma conexão entre:

O que o SIRE® permite à organização?
A implementação do Sistema Integrado de Riscos Elétricos possibilita:
- Identificar os perigos elétricos existentes;
- Integrar os riscos elétricos ao Inventário de Riscos do PGR;
- Fortalecer o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais;
- Produzir evidências para auditorias;
- Melhorar a rastreabilidade das informações;
- Apoiar a elaboração dos planos de ação;
- Priorizar investimentos;
- Aumentar a confiabilidade das instalações;
- Preservar a continuidade operacional;
- Contribuir para a redução dos riscos de choque elétrico e arco elétrico;
- Aproximar a organização das melhores práticas internacionais.
Os riscos elétricos da sua organização estão adequadamente representados no PGR?
A EletroAlta desenvolveu o SIRE® para integrar NR-01, GRO, PGR e NR-10:2026, fortalecendo a gestão dos riscos elétricos e a continuidade operacional.
O que é o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)?
O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), estabelecido pela NR-01, é um processo contínuo destinado à identificação dos perigos, avaliação dos riscos e implementação das medidas de prevenção necessárias para proteger os trabalhadores e preservar a integridade dos processos.
Mais do que um documento, o GRO constitui um sistema de gestão baseado na melhoria contínua.
Seu objetivo é assegurar que os perigos existentes na organização sejam conhecidos, avaliados e tratados de forma sistemática.
Esse processo contempla:
- identificação dos perigos;
- avaliação dos riscos;
- definição das medidas de prevenção;
- implementação das ações;
- monitoramento dos resultados;
- revisão e melhoria contínua.
A nova NR-10:2026 reforçou explicitamente que os riscos elétricos devem ser tratados dentro dessa mesma lógica.

O que é o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)?
O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) é a ferramenta documental utilizada para implementar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais previsto na NR-01.
O PGR é composto por dois elementos principais:
Inventário de Riscos
Documento responsável pela identificação dos perigos, avaliação dos riscos e definição das medidas de prevenção.
Plano de Ação
Documento que estabelece as ações necessárias para eliminar ou reduzir os riscos identificados.
O Inventário de Riscos constitui uma fotografia dos perigos existentes na organização e representa um dos principais instrumentos de gestão da segurança e saúde no trabalho.
Como os riscos elétricos devem ser ser tratados no PGR?
A energia elétrica está presente em praticamente todas as atividades industriais.
Por esse motivo, os riscos elétricos não podem ser tratados de maneira genérica ou simplificada.
A nova NR-10:2026 passou a integrar explicitamente a gestão dos riscos elétricos ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais previsto na NR-1.
Isso significa que a organização deve considerar:
- os perigos existentes;
- as características das instalações elétricas;
- os processos de trabalho;
- os riscos de choque elétrico;
- os riscos de arco elétrico;
- as medidas de prevenção;
- os planos de ação;
- os cronogramas de adequação.
O Inventário de Riscos do PGR é suficiente para representar os riscos elétricos?
Nem sempre.
Em muitas organizações, os riscos elétricos são resumidos a uma única linha:
Choque elétrico.
Essa abordagem pode ser insuficiente para representar a complexidade dos perigos associados à utilização da energia elétrica.
Na prática, diversos eventos podem comprometer a segurança das pessoas, a integridade dos ativos e a continuidade operacional.
Quais perigos elétricos devem ser considerados no PGR?
A identificação dos perigos deve considerar as características das instalações e dos processos da organização.
Entre os principais perigos elétricos destacam-se:
Choque elétrico
O choque elétrico é um dos riscos mais conhecidos e está associado ao contato direto ou indireto com partes energizadas.
Suas consequências podem variar desde lesões leves até acidentes fatais.
As medidas de prevenção incluem:
- desenergização;
- bloqueio e etiquetagem;
- aterramento;
- EPC;
- EPI;
- treinamento;
- procedimentos operacionais.
Arco elétrico
O arco elétrico é um dos eventos mais severos associados à eletricidade.
Sua ocorrência pode provocar:
- queimaduras graves;
- lesões auditivas;
- projeção de partículas metálicas;
- danos aos equipamentos;
- interrupções dos processos produtivos.
A nova NR-10:2026 passou a reconhecer explicitamente os riscos decorrentes do arco elétrico, aproximando-se das práticas da NFPA 70E.
Energização inadvertida
A reenergização não intencional durante atividades de manutenção representa uma das principais causas de acidentes elétricos.
Por esse motivo, os procedimentos de bloqueio e etiquetagem (LOTO) desempenham papel fundamental na gestão dos riscos.
Sobretensões
As sobretensões podem provocar:
- queima de equipamentos;
- interrupções de processos;
- perda de dados;
- falhas em sistemas eletrônicos.
Suas causas podem estar associadas a:
- descargas atmosféricas;
- manobras no sistema elétrico;
- defeitos nas instalações.
Subtensões
As subtensões podem provocar:
- desligamentos inesperados;
- falhas em inversores;
- perda de produção;
- redução da vida útil dos equipamentos.
Harmônicos
A presença de harmônicos pode resultar em:
- aquecimento excessivo;
- disparos indevidos;
- falhas em bancos de capacitores;
- redução da vida útil dos transformadores;
- perdas adicionais de energia.
Oscilações de tensão
As oscilações de tensão afetam a estabilidade dos processos produtivos e podem comprometer a confiabilidade dos equipamentos.
Falhas em sistemas de proteção
A ausência de seletividade ou ajustes inadequados pode ampliar significativamente as consequências dos eventos elétricos.
Entre os impactos possíveis destacam-se:
- desligamentos em cascata;
- perda da continuidade operacional;
- danos aos equipamentos;
- aumento da energia incidente.
Descargas atmosféricas
As descargas atmosféricas representam importante fonte de riscos para pessoas e ativos.
As medidas de controle incluem:
- SPDA;
- DPS;
- aterramento;
- equipotencialização;
- inspeções periódicas.
Falhas em transformadores
Transformadores representam ativos críticos para a maioria das instalações industriais.
Suas falhas podem resultar em:
- interrupções prolongadas;
- perdas financeiras;
- danos patrimoniais;
- riscos à segurança.
Falhas em painéis elétricos e CCMs
Problemas em painéis elétricos podem provocar:
- arco elétrico;
- incêndios;
- indisponibilidade dos processos;
- danos aos ativos.
Falhas em sistemas de aterramento
Os sistemas de aterramento desempenham papel fundamental na proteção das pessoas e dos equipamentos.
Sua deficiência pode comprometer:
- a atuação dos dispositivos de proteção;
- a segurança dos trabalhadores;
- a imunidade dos sistemas;
- a confiabilidade operacional.
Riscos elétricos e continuidade operacional
Os riscos elétricos não afetam apenas a segurança das pessoas.
Eles também podem comprometer:
- disponibilidade dos ativos;
- produtividade;
- qualidade dos produtos;
- confiabilidade dos processos;
- cumprimento dos contratos;
- reputação da organização.
Por esse motivo, a gestão dos riscos elétricos deve ser entendida como um elemento estratégico para a continuidade operacional do negócio.
Por que os perigos elétricos normalmente são subestimados no PGR?
Em muitos casos, a elaboração do Inventário de Riscos é conduzida com foco predominante em segurança ocupacional.
Entretanto, a avaliação aprofundada dos riscos elétricos normalmente exige conhecimentos específicos em:
- engenharia elétrica;
- sistemas de potência;
- proteção elétrica;
- arco elétrico;
- qualidade da energia;
- SPDA;
- confiabilidade;
- gestão de ativos.
Como consequência, diversos perigos permanecem sub-representados ou até mesmo ausentes no Inventário de Riscos.
É justamente essa lacuna que o SIRE® foi desenvolvido para preencher.
O Inventário de Riscos da sua organização representa adequadamente os perigos elétricos existentes?
A EletroAlta desenvolveu o SIRE® para integrar engenharia elétrica, segurança do trabalho e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, fortalecendo o PGR e promovendo uma visão mais consistente dos riscos elétricos.
O que é o Inventário de Perigos Elétricos?
O Inventário de Perigos Elétricos é uma ferramenta especializada desenvolvida para identificar, caracterizar e avaliar os perigos associados à utilização da energia elétrica, fornecendo informações técnicas para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e para o Inventário de Riscos do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Ao contrário das abordagens convencionais, que normalmente registram apenas a existência do risco de choque elétrico, o Inventário de Perigos Elétricos busca aprofundar a análise, considerando os diversos eventos capazes de comprometer a segurança das pessoas, a integridade dos ativos e a continuidade operacional.
Seu objetivo é permitir que os perigos elétricos sejam tratados com o mesmo nível de profundidade utilizado em outras disciplinas de engenharia de riscos.
Por que os perigos elétricos merecem tratamento especializado?
A energia elétrica está associada a fenômenos complexos que normalmente exigem conhecimentos específicos de engenharia.
Entre eles:
- choque elétrico;
- arco elétrico;
- energização inadvertida;
- falhas de proteção;
- sobretensões;
- subtensões;
- harmônicos;
- descargas atmosféricas;
- falhas em transformadores;
- falhas em painéis elétricos;
- falhas em sistemas de aterramento;
- indisponibilidade operacional.
Por essa razão, os riscos elétricos demandam avaliações mais aprofundadas do que aquelas normalmente encontradas em Inventários de Riscos convencionais.
Qual a diferença entre Inventário de Riscos do PGR e Inventário de Perigos Elétricos?
Embora sejam ferramentas complementares, possuem objetivos distintos.
| Inventário de Riscos do PGR | Inventário de Perigos Elétricos |
|---|---|
| Abrangência ocupacional | Especializado em eletricidade |
| Todos os riscos existentes | Somente perigos elétricos |
| Baseado na NR-1 | Baseado na NR-1 e NR-10 |
| Visão geral dos perigos | Profundidade técnica |
| Segurança do trabalho | Engenharia elétrica |
| Plano de ação global | Medidas de prevenção especializadas |
| Gestão ocupacional | Gestão dos riscos elétricos |
| Avaliação qualitativa | Avaliação técnica especializada |
As duas ferramentas são complementares e não substituem uma à outra.
O Inventário de Perigos Elétricos substitui o PGR?
Não.
O Programa de Gerenciamento de Riscos possui uma abrangência muito maior e contempla todos os perigos ocupacionais existentes na organização.
O Inventário de Perigos Elétricos representa uma ferramenta especializada, destinada a aprofundar a análise dos riscos relacionados à eletricidade e fornecer subsídios técnicos para o Inventário de Riscos e para o Plano de Ação do PGR.
O Inventário de Perigos Elétricos substitui o RTI?
Não.
Essas ferramentas possuem finalidades distintas.
| Documento | Finalidade |
|---|---|
| RTI | Diagnóstico das instalações elétricas |
| PGR | Gestão dos riscos ocupacionais |
| Inventário de Perigos Elétricos | Identificação e caracterização dos perigos elétricos |
| Plano de Ação | Implementação das medidas de prevenção |
| GRO | Processo contínuo de gestão dos riscos |
Na prática, esses elementos se complementam e fortalecem a gestão dos riscos da organização.
Como funciona o SIRE® – Sistema Integrado de Riscos Elétricos?
O SIRE® foi desenvolvido para criar uma conexão estruturada entre os requisitos da NR-1 e da nova NR-10:2026.
Sua metodologia contempla seis etapas principais.
1. Levantamento das informações existentes
São analisados documentos como:
- Inventário de Riscos do PGR;
- Plano de Ação;
- RTI;
- PIE;
- diagramas unifilares;
- estudos elétricos;
- laudos de SPDA;
- registros de treinamentos;
- procedimentos operacionais.
2. Identificação dos perigos elétricos
São avaliados os principais perigos associados às instalações elétricas.
Entre eles:
- choque elétrico;
- arco elétrico;
- energização inadvertida;
- falhas de proteção;
- sobretensões;
- subtensões;
- harmônicos;
- descargas atmosféricas;
- falhas em ativos críticos.
3. Avaliação dos riscos
São consideradas:
- probabilidade;
- severidade;
- frequência de exposição;
- medidas de controle existentes;
- consequências potenciais.
Essa etapa permite priorizar os riscos mais significativos.
4. Integração com o Inventário de Riscos do PGR
As informações obtidas são utilizadas para fortalecer:
- identificação dos perigos;
- caracterização dos riscos;
- medidas de prevenção;
- classificação dos riscos;
- rastreabilidade das informações.
5. Elaboração do Plano de Ação
São definidas:
- medidas corretivas;
- responsáveis;
- prioridades;
- cronogramas;
- evidências necessárias.
6. Melhoria contínua
As informações passam a integrar o sistema de gestão dos riscos ocupacionais da organização, promovendo maior consistência entre a NR-1 e a NR-10.
Quais informações do Inventário de Perigos Elétricos podem alimentar o PGR?
Uma das maiores contribuições do SIRE® consiste em transformar informações técnicas em subsídios para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Entre elas:
Identificação dos perigos
- choque elétrico;
- arco elétrico;
- energização inadvertida;
- descargas atmosféricas.
Avaliação dos riscos
- severidade;
- probabilidade;
- frequência de exposição.
Medidas de prevenção
- EPC;
- EPI;
- procedimentos;
- treinamentos;
- sistemas de proteção.
Plano de ação
- prioridades;
- responsáveis;
- prazos;
- cronogramas.
Os quatro entregáveis do SIRE®
O Sistema Integrado de Riscos Elétricos foi concebido para fornecer quatro entregáveis principais.
Inventário de Perigos Elétricos
Identificação estruturada dos perigos associados à energia elétrica.
Integração com o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais
Fortalecimento da aderência entre NR-1 e NR-10.
Alimentação do Inventário de Riscos do PGR
Incorporação dos riscos elétricos ao sistema de gestão da organização.
Plano de Ação Priorizado
Definição das medidas de prevenção e dos respectivos cronogramas de implementação.
Como o SIRE® se relaciona com RTI, PGR, GRO, PIE e PGREI®?
Cada ferramenta possui uma finalidade específica.
| Sistema ou Documento | Objetivo |
|---|---|
| GRO | Processo contínuo de gestão dos riscos ocupacionais |
| PGR | Inventário de Riscos e Plano de Ação |
| SIRE® | Integração dos riscos elétricos ao PGR |
| RTI | Diagnóstico das instalações elétricas |
| PIE | Organização e rastreabilidade da documentação |
| Estudos Elétricos | Quantificação e análise dos riscos |
| PGREI® | Sistema permanente de Gestão de Riscos Elétricos Industriais |
Esses elementos não competem entre si.
Ao contrário, constituem um ecossistema integrado para gestão dos riscos elétricos e ocupacionais.
SIRE® – A ponte entre a NR-1 e a nova NR-10:2026
A principal função do SIRE® é conectar dois mundos que tradicionalmente evoluíram de forma independente:
Segurança e Saúde no Trabalho
↓
Engenharia Elétrica
↓
Gestão dos Riscos Ocupacionais
↓
Continuidade Operacional
Essa integração permite que a organização transforme documentos isolados em um sistema estruturado de gestão dos riscos.
O Inventário de Riscos do PGR da sua organização representa adequadamente os perigos elétricos existentes?
A EletroAlta desenvolveu o SIRE® para integrar os requisitos da NR-1 e da nova NR-10:2026, fortalecendo a gestão dos riscos ocupacionais, aumentando a rastreabilidade das informações e contribuindo para a continuidade operacional.
Como o SIRE® contribui para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)?
O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais previsto na NR-1 é baseado em um processo contínuo de identificação dos perigos, avaliação dos riscos e implementação das medidas de prevenção.
Nesse contexto, o SIRE® foi desenvolvido para fornecer informações técnicas que fortalecem o GRO, permitindo que os riscos elétricos sejam incorporados ao sistema de gestão da organização de forma estruturada e rastreável.
O Sistema Integrado de Riscos Elétricos permite:
- identificar os perigos relacionados à energia elétrica;
- avaliar os riscos associados ao choque elétrico e ao arco elétrico;
- apoiar a definição das medidas de prevenção;
- alimentar o Inventário de Riscos do PGR;
- contribuir para a elaboração dos planos de ação;
- promover a melhoria contínua.
Mais do que atender requisitos normativos, o objetivo é fortalecer a maturidade da gestão dos riscos ocupacionais.
A Hierarquia das Medidas de Controle aplicada aos riscos elétricos
A NR-01 estabelece que as medidas de prevenção devem observar uma hierarquia de controles.
Essa abordagem também é aplicável aos riscos elétricos.
Eliminação do perigo
Sempre que possível, a eliminação do perigo constitui a medida mais eficaz.
Exemplos:
- substituição de equipamentos obsoletos;
- eliminação do trabalho energizado;
- adequações das instalações;
- modernização dos sistemas de proteção.
Medidas de proteção coletiva (EPC)
Quando a eliminação não é possível, devem ser priorizadas as medidas de proteção coletiva.
Exemplos:
- barreiras e invólucros;
- aterramento;
- bloqueio e etiquetagem;
- sistemas de intertravamento;
- sinalização;
- sistemas de proteção;
- monitoramento contínuo.
Medidas administrativas
Incluem:
- procedimentos operacionais;
- permissões de trabalho;
- capacitação;
- inspeções periódicas;
- gestão documental;
- supervisão das atividades.
Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
Os EPIs representam a última barreira de proteção.
Entre eles:
- vestimentas contra arco elétrico;
- luvas isolantes;
- protetores faciais;
- capacetes;
- calçados de segurança;
- ferramentas isoladas.
Essa abordagem está alinhada aos princípios da NR-01, da nova NR-10:2026 e das melhores práticas internacionais adotadas pela NFPA 70E.
Como o SIRE® contribui para o Plano de Ação do PGR?
Um dos principais objetivos do Programa de Gerenciamento de Riscos é transformar a identificação dos perigos em ações concretas.
Por esse motivo, o SIRE® não se limita à identificação dos riscos elétricos.
A metodologia também fornece informações para a elaboração do Plano de Ação do PGR.
Entre elas:
- medidas de prevenção necessárias;
- prioridades de implementação;
- responsáveis;
- recursos necessários;
- cronogramas;
- evidências das ações executadas.
Essa abordagem permite transformar informações técnicas em decisões práticas.
Plano de Ação e Cronograma de Adequação
A nova NR-10:2026 reforçou a necessidade de implementação das medidas de prevenção e dos respectivos cronogramas de adequação.
Por esse motivo, o SIRE® contribui para:
Priorização das ações
Identificação dos riscos mais relevantes.
Gestão dos investimentos
Aplicação racional dos recursos disponíveis.
Planejamento das adequações
Execução estruturada das melhorias.
Rastreabilidade das ações
Documentação das evidências e acompanhamento da evolução.
Como o SIRE® contribui para Engenharia, SESMT e Gestão Industrial?
Uma das principais vantagens do Sistema Integrado de Riscos Elétricos é promover a integração entre áreas que tradicionalmente trabalham de forma independente.
Engenharia
Permite:
- maior rastreabilidade técnica;
- melhor definição das prioridades;
- apoio à gestão dos ativos;
- suporte aos investimentos.
SESMT
Contribui para:
- fortalecimento do PGR;
- maior consistência do Inventário de Riscos;
- integração com a NR-10;
- melhoria da gestão dos perigos elétricos.
Manutenção
Permite:
- identificar vulnerabilidades;
- aumentar a confiabilidade dos ativos;
- reduzir falhas;
- melhorar o planejamento das intervenções.
Diretores Industriais
Favorece:
- redução das perdas;
- maior previsibilidade operacional;
- preservação dos ativos;
- continuidade do negócio.
Qual a relação entre riscos elétricos e continuidade operacional?
Tradicionalmente, os riscos elétricos eram associados apenas à segurança das pessoas.
Entretanto, a energia elétrica representa um dos principais fatores para a continuidade dos processos produtivos.
Falhas elétricas podem provocar:
- interrupções da produção;
- perdas financeiras;
- danos aos equipamentos;
- atrasos em entregas;
- perda de qualidade dos produtos;
- impactos contratuais;
- prejuízos à reputação da organização.
Por esse motivo, a gestão dos riscos elétricos deve ser entendida como um componente estratégico da continuidade operacional.
Como o SIRE® contribui para auditorias?
A integração entre os riscos elétricos e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais aumenta a consistência das evidências apresentadas em auditorias.
O sistema contribui para:
- auditorias de conformidade;
- auditorias ISO;
- programas ESG;
- auditorias corporativas;
- avaliações de seguradoras;
- processos de due diligence.
Além disso, fortalece a rastreabilidade das decisões e das medidas de prevenção implementadas.
Como o SIRE® contribui para seguradoras?
As seguradoras têm demonstrado crescente interesse na forma como os riscos são gerenciados pelas organizações.
A existência de um sistema estruturado para gestão dos riscos elétricos contribui para:
- evidenciar diligência técnica;
- fortalecer a gestão dos ativos;
- reduzir vulnerabilidades;
- aumentar a confiabilidade das instalações;
- apoiar processos de renovação de apólices;
- melhorar a governança dos riscos.
Por que a integração entre NR-1 e NR-10 será uma tendência nas grandes indústrias?
A evolução da legislação brasileira aproxima-se cada vez mais das melhores práticas internacionais.
Modelos como:
- NFPA 70E;
- ISO 31000;
- ISO 45001;
- ISO 55001;
- NFPA 70B;
são baseados em gestão contínua e não apenas em documentos isolados.
Nesse cenário, a tendência é que as organizações evoluam de uma abordagem baseada em conformidade para um modelo fundamentado em gestão dos riscos e confiabilidade operacional.
O SIRE® foi concebido exatamente para atender essa nova realidade.
Comparação entre a abordagem tradicional e o SIRE®
| Abordagem Tradicional | SIRE® – Sistema Integrado de Riscos Elétricos |
|---|---|
| Documentos isolados | Sistema integrado |
| Risco elétrico genérico | Inventário de Perigos Elétricos |
| PGR desconectado da NR-10 | Integração entre NR-1 e NR-10 |
| Ações reativas | Gestão preventiva |
| Foco em conformidade | Foco em gestão dos riscos |
| Visão departamental | Visão integrada |
| Atendimento legal | Continuidade operacional |
| Documentação estática | Melhoria contínua |
Por que o SIRE® foi desenvolvido?
Porque a pergunta mais importante não é:
“A empresa possui RTI, PIE ou estudos elétricos?”
A verdadeira pergunta é:
“Os riscos elétricos identificados estão efetivamente integrados ao sistema de gestão dos riscos ocupacionais da organização?”
O SIRE® foi desenvolvido pela EletroAlta para responder essa pergunta e transformar informações técnicas em ações capazes de proteger pessoas, preservar ativos e fortalecer a continuidade operacional.
O Inventário de Riscos da sua organização representa adequadamente os perigos elétricos existentes?
A EletroAlta desenvolveu o SIRE® para integrar NR-1, GRO, PGR e NR-10:2026, promovendo uma abordagem moderna para gestão dos riscos elétricos e continuidade operacional.
Benefícios do SIRE® – Sistema Integrado de Riscos Elétricos
A integração entre os riscos elétricos, o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) proporciona benefícios que vão além da conformidade normativa.
Ao estabelecer uma conexão entre engenharia elétrica, segurança do trabalho e gestão dos ativos, o SIRE® contribui para uma abordagem mais consistente e sustentável da gestão dos riscos.
Maior aderência entre NR-1 e NR-10
Promove a integração entre o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e os requisitos da nova NR-10:2026, fortalecendo a coerência entre os documentos e processos da organização.
Inventário de Riscos mais consistente
Permite que os riscos elétricos sejam representados com maior profundidade técnica, evitando descrições genéricas e aumentando a qualidade das informações utilizadas pelo PGR.
Melhor rastreabilidade das informações
Favorece a conexão entre:
- PGR;
- GRO;
- RTI;
- PIE;
- Estudos Elétricos;
- Planos de Ação.
Priorização dos investimentos
Possibilita direcionar recursos para os riscos mais relevantes, aumentando a eficiência das ações corretivas.
Redução da exposição aos riscos elétricos
Contribui para a implementação das medidas de prevenção relacionadas:
- ao choque elétrico;
- ao arco elétrico;
- às falhas dos sistemas elétricos;
- às vulnerabilidades operacionais.
Apoio às auditorias e seguradoras
Fortalece as evidências relacionadas à gestão dos riscos e à diligência técnica da organização.
Aumento da confiabilidade dos ativos
Favorece a preservação da integridade dos sistemas elétricos e a redução da ocorrência de falhas.
Continuidade operacional
Contribui para reduzir perdas de produção, indisponibilidade dos ativos e interrupções dos processos.
Quais empresas podem se beneficiar do SIRE®?
O Sistema Integrado de Riscos Elétricos é recomendado para organizações que possuem instalações elétricas críticas ou operações com elevada dependência da energia elétrica.
Entre elas:
- Indústrias alimentícias;
- Papel e celulose;
- Agronegócio;
- Mineração;
- Siderurgia;
- Petroquímica;
- Química;
- Hospitais;
- Saneamento;
- Data Centers;
- Centros Logísticos;
- Shopping Centers;
- Infraestrutura crítica;
- Empresas com instalações de média tensão;
- Organizações integrantes do Sistema Elétrico de Potência (SEP).
Como o SIRE® se integra às soluções da EletroAlta?
O SIRE® foi desenvolvido para complementar os demais sistemas e documentos relacionados à gestão dos riscos elétricos.
| Sistema ou Documento | Finalidade |
|---|---|
| PGR | Gestão dos riscos ocupacionais |
| GRO | Processo contínuo de gestão dos riscos |
| SIRE® | Integração dos riscos elétricos ao PGR |
| RTI | Diagnóstico das instalações elétricas |
| PIE | Organização da documentação técnica |
| Estudos Elétricos | Quantificação e análise dos riscos |
| PGREI® | Sistema permanente de Gestão de Riscos Elétricos Industriais |
Essas ferramentas são complementares e não substituem umas às outras.
Perguntas Frequentes sobre SIRE®, PGR e GRO
O Inventário de Riscos do PGR substitui o RTI da NR-10?
Não.
O Inventário de Riscos possui abrangência ocupacional. O RTI é uma ferramenta de engenharia destinada à avaliação das instalações elétricas.
O PGR substitui a gestão dos riscos elétricos?
Não.
O PGR é um sistema de gestão ocupacional. A gestão dos riscos elétricos exige avaliações especializadas e integração com a NR-10.
O SIRE® substitui o PGR?
Não.
O SIRE® é uma metodologia complementar destinada a fortalecer a representação dos riscos elétricos dentro do PGR.
O SIRE® substitui o RTI?
Não.
O RTI possui foco nas inspeções das instalações elétricas. O SIRE® utiliza essas informações para alimentar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
O SIRE® substitui o PGREI®?
Não.
O PGREI® é um sistema permanente de Gestão de Riscos Elétricos Industriais. O SIRE® atua especificamente na integração entre os riscos elétricos e o PGR.
O Inventário de Riscos do PGR é suficiente para representar os riscos elétricos?
Nem sempre.
Em muitos casos, os perigos elétricos são tratados de forma simplificada, exigindo avaliações especializadas.
O que é o Inventário de Perigos Elétricos?
É uma ferramenta destinada à identificação e caracterização dos perigos relacionados à energia elétrica, fornecendo subsídios para o PGR e para o GRO.
O SIRE® atende à NR-1?
Sim.
Sua metodologia foi desenvolvida com base nos princípios do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais previstos na NR-1.
O SIRE® atende à nova NR-10:2026?
Sim.
O sistema foi concebido para fortalecer a integração entre os requisitos da nova NR-10 e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
O SIRE® é indicado apenas para indústrias?
Não.
Pode ser aplicado em qualquer organização que possua riscos elétricos relevantes.
O SIRE® contribui para auditorias?
Sim.
Ele fortalece a rastreabilidade das informações e as evidências relacionadas à gestão dos riscos.
O SIRE® contribui para seguradoras?
Sim.
A integração dos riscos elétricos ao sistema de gestão aumenta a robustez das evidências relacionadas à diligência técnica.
O SIRE® pode auxiliar na continuidade operacional?
Sim.
A identificação dos perigos elétricos e a priorização das medidas de prevenção contribuem para a redução das falhas e da indisponibilidade dos ativos.
Por que escolher a EletroAlta?
A EletroAlta Engenharia atua há mais de 30 anos em segurança elétrica, estudos elétricos, integridade dos ativos e gestão dos riscos elétricos industriais.
Com a publicação da nova NR-10:2026, desenvolveu o SIRE® – Sistema Integrado de Riscos Elétricos, uma metodologia inovadora voltada para a integração entre:
- NR-1;
- GRO;
- PGR;
- Engenharia Elétrica;
- Gestão dos Ativos;
- Continuidade Operacional.
Mais do que atender requisitos legais, o objetivo é fornecer às organizações uma visão estruturada dos perigos elétricos, fortalecendo a governança técnica e transformando conformidade em confiabilidade.
Os riscos elétricos da sua organização estão adequadamente representados no PGR?
A EletroAlta desenvolveu o SIRE® para integrar os requisitos da NR-1 e da nova NR-10:2026, fortalecendo a gestão dos riscos ocupacionais, aumentando a rastreabilidade das informações e contribuindo para a proteção das pessoas, dos ativos e da continuidade operacional.