Como o Plano Diretor Elétrico blinda o CPF da
Diretoria contra o risco elétrico invisível

A eletricidade é um risco previsível e governável.
Quando a falha ocorre, a justiça não pergunta se o sistema estava “conforme”.

Pergunta se a diretoria foi diligente.

O Plano Diretor Elétrico (PDE) transforma a infraestrutura elétrica da empresa em um instrumento de governança técnica, proteção jurídica e continuidade do negócio.


O risco que não aparece no balanço — mas aparece no processo

Risco conhecido e não tratado é interpretado como negligência.

Durante anos, a infraestrutura elétrica foi tratada como uma utilidade operacional: invisível quando funciona, lembrada apenas quando falha.

Para a diretoria, esse é um erro estratégico.

Falhas elétricas raramente são acidentes.
Elas são consequências acumuladas de decisões técnicas adiadas, tomadas sem lastro de engenharia e sem visibilidade sistêmica.

Quando ocorre um evento grave, a análise não é técnica.
Ela é jurídica, financeira e pessoal.


A ilusão do compliance documental

Ter NR-10 não prova que o sistema elétrico:

  • suporta o curto-circuito real da instalação
  • é seletivo em falhas críticas
  • limita energia incidente em eventos internos
  • protege pessoas, ativos e continuidade no pior cenário

Normas são o piso legal.
Sem engenharia aplicada, elas não sustentam defesa pericial.


Responsabilidade indelegável da alta gestão

A execução técnica pode ser terceirizada.
A decisão de operar sob risco, não.

Do ponto de vista jurídico, a aceitação do risco elétrico é pessoal e indelegável da diretoria.

A pergunta pericial nunca é:
“Quem executou?”

Ela é:
“A diretoria tinha informação técnica suficiente para autorizar essa condição de operação?”


O Plano Diretor Elétrico como blindagem executiva

O Plano Diretor Elétrico não é um relatório técnico.
Ele é a materialização da governança técnica da diretoria, alinhando risco elétrico, continuidade operacional e decisão executiva.

O que muda com o PDE:

Estudos de Curto-Circuito
Validam a capacidade real dos ativos.
→ Prova objetiva de operação segura.

Seletividade e Coordenação de Proteções
Isolam falhas antes que se tornem sistêmicas.
→ Proteção direta do EBITDA e dos lucros cessantes.

Energia Incidente (Arco Elétrico)
Mapeia o risco humano real.
→ Redução de imputação por negligência em acidentes.

Gatilhos Técnicos de Parada
Critérios objetivos aprovados pela diretoria.
→ Decisão institucional, não emocional.


Os 4 pilares da defensabilidade jurídica

1. Rastreabilidade

Cada decisão de CAPEX e OPEX é documentada, explicável e auditável.
Nada é feito por “sensação” ou urgência operacional.

2. Diligência técnica

A diretoria prova que conhece seus ativos críticos e pontos únicos de falha.
Isso é o núcleo do dever de diligência.

3. Previsibilidade

O “imprevisto” deixa de existir.
O risco passa a ser residual, conhecido e monitorado.

4. Blindagem do CPF

O diretor deixa de decidir no escuro
e passa a decidir com consciência técnica do risco assumido.


Proteção do EBITDA como evidência de governança

O PDE identifica ativos cuja falha pode paralisar toda a empresa.

Isso permite que a diretoria:

  • priorize investimentos onde o risco é letal ao negócio
  • evite paradas não programadas
  • reduza lucros cessantes
  • preserve valor patrimonial

Para quem este projeto é decisivo

Diretores Industriais e de Operações
Que não aceitam paradas como “fatalidades”.

CEOs e CFOs
Que precisam proteger EBITDA, patrimônio e responsabilidade pessoal.

Gestores de Ativos, Jurídico e Compliance Técnico
Que exigem lastro técnico real para auditorias, seguradoras e perícias.

Autoridade técnica e método EletroAlta

Aplicação rigorosa de normas e frameworks internacionais:

  • IEC
  • IEEE
  • NR-10
  • ISO 55000 (Gestão de Ativos)

Método EletroAlta:
Diagnóstico → Engenharia Aplicada → Governança Executiva → Monitoramento Contínuo

Sem improviso.
Sem manutenção heroica.
Sistema institucionalizado.


Perguntas que a Diretoria realmente faz

O PDE substitui a NR-10?
Não. A NR-10 é o piso legal.
O PDE é o teto da governança técnica.

Isso ajuda em auditorias e seguros?
Sim. Reduz o risco percebido e fortalece negociações de apólices e renovações.

Qual o impacto no EBITDA?
Evita falhas catastróficas, paradas não programadas e lucros cessantes.
Impacto direto na continuidade do negócio.


Decisão executiva

Não espere a falha elétrica se transformar em um processo judicial.

A blindagem jurídica começa antes da falha, com governança técnica estruturada.